O problema da violência
urbana nas sociedades capitalistas a partir dos referenciais marxistas em
políticas sociais.
O paradigma da violência urbana está engendrado na relação e organização
dos sujeitos sociais em torno de interesses particulares. O caráter
propriamente dito do capitalismo em
manter as relações de desigualdades, sugere a formação de bolsões de pobreza e
de miserabilidade em parte da população por ele assistida. Logo a violência
urbana se torna meio de sobrevivência para as camadas excluídas da sociedade.
Uma vez que, o desenvolvimento do capitalismo pauperiza as condições de
sobrevivência dos indivíduos. À crise por que passa a “sociedade do trabalho” reafirma
as potencialidades conflitivas pressupostas por Marx em seus referenciais
teóricos, quando apenas uma minoria detém os meios de produção. Reflexo disso é
a pobreza, a alienação e o esvaziamento do individuo de si mesmo, o qual fica
exposto aos objetivos do sistema. A
apropriação da mais-valia leva os detentores do poder a obter lucros
exorbitantes sobre o trabalhador que em muitos casos se restringe a apenas viver
miseravelmente. Esse contexto é capaz de
criar graves problemas sociais dentre os quais a violência urbana, o fenômeno
da exclusão e a resignificação do sujeito. Contudo, a sociedade atual programa
tentativas de resoluções ao problema sem atacar verdadeiramente a causa. As políticas sociais surgem como proposta de amenizar o avanço
das forças produtivas no modo de produção capitalista. Apresentam-se com uma resposta direta às conseqüências da má
distribuição de renda e da concentração dos meios de produção nas mãos de uma
minoria detentora do poder.
Segundo Marx o modo de produção capitalista é capaz de excluir
uma grande quantidade de pessoas, que se tornam indivíduos sem participação no
mercado de trabalho. Portanto as políticas sociais representariam as driblagens
do sistema sobre as reinvidicações da classe proletária. Elas dão forma as
alternativas de não suprimento das necessidades básicas acalmando as massas em doses homeopáticas. De
certa forma, elas reproduzem a sociedade burguesa, onde são apresentadas aos
proletários as questões mínimas de sobrevivência, reforçando a condição de
exploração aos que estão engendrados a essa sociedade. A origem das políticas
sociais está notadamente relacionada ao processo de desenvolvimento do
capitalismo, sendo parte de um fenômeno construído historicamente. Dessa forma elas representam os efeitos da má
distribuição de parte dos lucros da produção, ao mesmo tempo em que refletem a
luta continua do proletariado contra a burguesia. Elas Para Marx o máximo seria
a superação da exploração do trabalho e da acumulação.
Neste sentido Marx aponta que o papel que cumprem as políticas sociais não supera os
mecanismos que restringem os
interesses imediatos nas relações sociais e econômicas mantidos pelas relações de
exploração. O capital, o Estado e o trabalho se tornaram os principais
elementos do capitalismo e fazem usos estratégicos das políticas sociais na
reprodução de um sistema de exploração da força do trabalho e do consumo. São elas
as gêneses do desenvolvimento capitalista. Contudo podemos verificar a
necessidade de políticas sociais pautadas na superação das relações atuais,
onde sejam capazes de perpassar o caráter de mero projeto social. Essas políticas devem notadamente apontar
para a real causa dos problemas políticos e econômicos de maneira a construir
de uma sociedade plena capaz de superar as relações de produção e exploração
por meio do capital. Estas como políticas conscientes não obstantes de criar
uma sociedade pautada nas relações entre indivíduos conscientes de classe e na justa distribuição de renda.
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