segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O problema da violência urbana nas sociedades capitalistas a partir dos referenciais marxistas em políticas sociais.


O problema da violência urbana nas sociedades capitalistas a partir dos referenciais marxistas em políticas sociais.

O paradigma da violência urbana está engendrado na relação e organização dos sujeitos sociais em torno de interesses particulares. O caráter propriamente  dito do capitalismo em manter as relações de desigualdades, sugere a formação de bolsões de pobreza e de miserabilidade em parte da população por ele assistida. Logo a violência urbana se torna meio de sobrevivência para as camadas excluídas da sociedade. Uma vez que, o desenvolvimento do capitalismo pauperiza as condições de sobrevivência dos indivíduos. À crise por que passa a “sociedade do trabalho” reafirma as potencialidades conflitivas pressupostas por Marx em seus referenciais teóricos, quando apenas uma minoria detém os meios de produção. Reflexo disso é a pobreza, a alienação e o esvaziamento do individuo de si mesmo, o qual fica exposto aos objetivos do sistema. A  apropriação da mais-valia leva os detentores do poder a obter lucros exorbitantes sobre o trabalhador que em muitos casos se restringe a apenas viver miseravelmente.  Esse contexto é capaz de criar graves problemas sociais dentre os quais a violência urbana, o fenômeno da exclusão e a resignificação do sujeito. Contudo, a sociedade atual programa tentativas de resoluções ao problema sem atacar verdadeiramente a causa.  As políticas sociais surgem como proposta de amenizar o avanço das forças produtivas no modo de produção capitalista.  Apresentam-se com  uma resposta direta às conseqüências da má distribuição de renda e da concentração dos meios de produção nas mãos de uma minoria detentora do poder.
Segundo Marx o modo de produção capitalista é capaz de excluir uma grande quantidade de pessoas, que se tornam indivíduos sem participação no mercado de trabalho. Portanto as políticas sociais representariam as driblagens do sistema sobre as reinvidicações da classe proletária. Elas dão forma as alternativas de não suprimento das necessidades básicas  acalmando as massas em doses homeopáticas. De certa forma, elas reproduzem a sociedade burguesa, onde são apresentadas aos proletários as questões mínimas de sobrevivência, reforçando a condição de exploração aos que estão engendrados a essa sociedade. A origem das políticas sociais está notadamente relacionada ao processo de desenvolvimento do capitalismo, sendo parte de um fenômeno construído historicamente.  Dessa forma elas representam os efeitos da má distribuição de parte dos lucros da produção, ao mesmo tempo em que refletem a luta continua do proletariado contra a burguesia. Elas Para Marx o máximo seria a superação da exploração do trabalho e da acumulação.

Neste sentido Marx aponta que o papel  que cumprem as políticas sociais não supera os mecanismos que restringem os interesses imediatos nas relações sociais e econômicas mantidos pelas relações de exploração. O capital, o Estado e o trabalho se tornaram os principais elementos do capitalismo e fazem usos estratégicos das políticas sociais na reprodução de um sistema de exploração da força do trabalho e do consumo. São elas as gêneses do desenvolvimento capitalista. Contudo podemos verificar a necessidade de políticas sociais pautadas na superação das relações atuais, onde sejam capazes de perpassar o caráter de mero projeto social.  Essas políticas devem notadamente apontar para a real causa dos problemas políticos e econômicos de maneira a construir de uma sociedade plena capaz de superar as relações de produção e exploração por meio do capital. Estas como políticas conscientes não obstantes de criar uma sociedade pautada nas relações entre indivíduos conscientes de  classe e na justa distribuição de renda. 

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